“A Comunicação não violenta no combate ao assédio moral no ambiente de trabalho” — esse foi o tema desenvolvido pela professora de Psicologia da UFMA, Ana Beatriz Rocha Lima, na palestra magna que marcou as comemorações do “Corregedoria Day” no TCE maranhense.
O evento é uma ação nacional do Instituto Rui Barbosa (IRB) desenvolvida pelos Tribunais de Contas de todo o país, por intermédio de suas Corregedorias, em comemoração ao Dia Nacional da Ética, no dia 02 de maio. Este ano, o tema foi: “Conscientização e combate ao assédio moral e sexual nos Tribunais de Contas”.
Integrante da mesa de honra, que contou com a presença do presidente Marcelo Tavares, do Ouvidor Geral do Estado, conselheiro aposentado Raimundo Oliveira Filho, e do Corregedor Geral do Estado, Daniel Barros, a conselheira Flávia Gonzalez Leite fez uma das falas de abertura do evento.
Doutora pela UnB, a professora contextualizou o assédio sexual como uma manifestação de violência que se mascara de várias maneiras na tentativa de garantir sua continuidade. “Por isso o que a corregedoria do TCE está promovendo hoje aqui é de grande importância, pois aponta para uma reflexão crítica sobre o problema, dentro de um contexto cultural”, afirmou.
Para o corregedor do TCE, conselheiro Daniel Brandão, comemorar a data debatendo o tema do assédio possibilita a tomada de consciência sobre uma cultura que precisa ser superada. “Ao garantir respeito e dignidade ao servidor público estamos contribuindo também para o fortalecimento das instituições”, observou.
O corregedor-geral do Estado, Daniel Barros, destacou que está sendo desenvolvida a Ouvidoria Especializada de Prevenção e Combate ao Assédio, que buscará centralizar todas as denúncias na Ouvidoria Geral do Estado, com apuração pela Corregedoria Geral.
Para a conselheira Flávia Gonzalez Leite, o “Corregedoria Day” promoveu importante diálogo e conscientização sobre os assédios moral e sexual no ambiente de trabalho. “Fica demonstrada a preocupação no plano institucional com a prevenção e com o desenvolvimento de uma cultura organizacional que desencoraja e reprime o assédio”, declarou.



